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 Carne, eis a questão

24 de setembro de 2008 | Comments (7)

Em: Polêmica + Pseudo-Filosofia + Revolta

Desde que decidi parar de comer carne, muita gente vem me criticar com acusações do tipo “Vocês não comem carne para proteger os animais, mas comem as plantinhas que são indefesas”.
Auto lá! Vamos esclarecer algumas coisas aqui antes de chegar criticando.

1 – Eu não como carne, porque não quero!
Não sou desse tipo que deixa de comer carne como sacrifício, ou como se estivesse fazendo um tremendo esforço em prol dos animais. Não gosto de carne! O cheiro me enjôa, a textura me dá nervoso, o gosto pior ainda. Não dá! Não desce!
Ah, mas você come peixe! – É… Eu como peixe porque um dia um médico virou para mim e falou assim: “Tudo bem que você não coma carne, acho isso muito bom. Mas não deixe de comer peixe, pelo menos uma vez por mês, ou você vai morrer por falta de proteínas.”
É uma questão de sobrevivência, né… Ou eu, ou o peixe…
Mas não me mandem pescar, porque não desce se eu olhar a cara do bichinho…

2 – E as ações em defesa dos animais nessa história?
Sou contra os maus-tratos, contra matar animais só por diversão, contra o consumo abusivo e o desperdício da carne.
Penso o seguinte: Na Natureza, animais comem uns aos outros para sobreviver; nós somos parte da Natureza e nada mais normal do que nos alimentarmos de outros animais para sobreviver.
Isso faz parte da Cadeia Alimentar, é instintivo e natural. Não vou brigar contigo se te ver comendo um pedaço de bife.
Mas não me faça engolir essa história de criar e maltratar animais para enriquecer o seu bolso.

3 – Mas não faz sentido ser a favor de comer carne, e não ser a favor de criar animais só para isso.
Sinceramente? Para mim, seres humanos e animais possuem exatamente a mesma importância. Logo, se eu fosse a favor de criar enormes quantidades de animais para o abate, com a desculpa de que é para o “bem da humanidade”, também seria a favor de criarem seres humanos somente para extraírem seus órgãos e fazerem transplantes, afinal, é para o “bem da humanidade”.
Consigo até imaginar uma fazenda com um curral cheio de criancinhas sendo alimentadas com hormônios para crescerem rápido e poderem ser abatidas para retirarem os órgãos.E confesso que essa visão até me agrada! rs

4 – O que você sugere então? Sair à caça de animais em pleno Século XXI?
Apenas respeite a carne que come. Ela era um ser vivo tão importante (ou mais) que você.
Hormônios, maus-tratos, criações enormes e sem qualquer preocupação e respeito com aqueles animais que estão crescendo ali dentro, é o que realmente me perturba.
Quando você morde um pedaço de bife, sequer se preocupa se aquele animal era bem cuidado onde vivia, se aquela carne é saudável. Pense nisso.
Cresci acompanhando fazendas onde o gado é criado com respeito, até mesmo com carinho. E especialmente aqueles animais que serão abatidos para o consumo, são os mais bem cuidados. Mas algumas pessoas estão mais preocupadas em enriquecer em cima da morte de outros seres (não apenas os animais, mas dêem uma olhadinha nos rios e florestas) do que com a saúde e bem-estar dos mesmos. E isso eu não consigo aceitar.

5 – E se o seu avião caísse no meio de uma floresta tropical, onde só existissem animais e nenhum vegetal ou fruta comestível?
Acreditem! Já me fizeram esse tipo de pergunta…
E a resposta é muito simples: Eu não sei! Eu ficaria com fome, é óbvio, não me sentiria culpada em matar um animal para a minha sobrevivência (caso um deles não me matasse primeiro), porque, como já disse, sou a favor de comer carne para sobreviver, mas não sei se meu organismo aguentaria. Depois de 11 anos sem comer carne, segundo os médicos, seria até perigoso eu voltar a comer agora.

6 – E os casacos de pele?
Ah, esses não! Gente, a humanidade está desenvolvida o suficiente para criar materiais sintéticos tão bons e quentinhos quanto o couro, ou as peles. Usar um casaco de pele, ou couro, só porque te deixa bonita é pedir para ser chamada de fútil e desumana!
É óbvio que existem exceções. Como é o caso dos países mais  próximos aos Pólos, onde o frio é quase insuportável. Nesses lugares, a sobrevivência do homem depende de um casaco de pele. Aqui não, né…

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Bom… É isso… rs
Voltei com um post pseudo-revoltado, porque acabei de passar por um interrogatório parecido com esse, e sinceramente, acho que não vai dar em nada, porque a pessoa em questão é ignorante demais até mesmo para entender que os seres humanos também são animais.






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