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 Religião

12 de maio de 2006 | Comments (0)

Em: Diversos

Religião é uma coisa que vem de dentro…
A frase é meio clichê, mas não poderia ser melhor aplicada.
Nos últimos dias, desde que li uma coisa a respeito de uma certa religiã o(que não vem ao caso agora), fiquei com pensamentos formigando na minha mente.
Se perguntam para a minha irmã de qual religião ela é, a resposta será “Católica”. Embora ela não tenha ido à uma única missa desde a Primeira Comunhão e nem se lembre ao certo como rezar uma Ave Maria. Mas nenhum católico ousa erguer o dedo para ela e dizer “Você não é católica, porque não segue os dogmas do Catolicismo”. Quem há de saber se ela segue, ou não. Ela pode não ir à missa, e não saber rezar uma oração pré-escrita. Mas se ela tem o coração católico, católica é!
Mas se perguntam para mim de que religião eu sou, a resposta será “a minha”. Simplesmente porquê, não consigo aceitar dogmas, regras e julgamentos que envolvem todo tipo de religião. Há cerca de 5 anos, eu havia encontrado, mais do que uma simples religião, um modo de vida e uma forma de pensar que me encantou completamente. Uma crença sem dogmas, regras severas e punições, onde tudo o que te acontece é fruto dos seus atos e de sua inteira responsabilidade. Uma forma de pensar onde tudo e todos somos iguais e de igual importância no mundo. Sem dúvida, era uma forma de pensar com a qual eu me identificava completamente. Então, de coração, adotei aquela crença e segui adiante em estudos, atitudes, virtudes… Até que um dia, depois de muito tempo afastada (fisicamente, mas nunca em coração) desta crença, encontrei uma Comunidade no Orkut a respeito dela e entrei para procurar pessoas com a mesma forma de pensar que eu, discutir o assunto e interagir. Mas então, eis que grande decepção se abateu sobre mim. Pessoas haviam transformado a minha tão querida crença em uma religião, cheia de dogmas, regras, e pessoas que acreditavam ser aquela a única e verdadeira forma correta de se pensar. Fracassada na tentativa de mostrar aquelas pessoas que as regras se fazem desnecessárias quando a fé é verdadeira, me recolhi à minha própria forma de pensar e decidi que, a partir daquele momento, e tendo sido aceita pelas próprias Divindades o consentimento para tal, eu teria a minha própria crença, minha própria forma de pensar. Uma crença que não pode ser julgada por terceiros, visto que é algo nascido de dentro do meu próprio coração e seguido por mim da minha própria forma. Mais do que uma crença, uma forma de pensar e um modo de vida, nela todos são iguais e de igual importância. E se isto me faz sentir bem e eu sinto minha fé fortalecida desta forma, é o suficiente e deve bastar.
Então, se perguntam para mim de que religião eu sou, a resposta será “a minha”! ^__^

Ouvindo: Lucy in The Sky With Diamonds (The Beatles)






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