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 Estante Virtual e Caos Criativo

8 de julho de 2008 | Comments (2)

Em: Amigos + Cultura + Livros + Uncategorized

Procurando um bom livro?

Estava eu passeando pelo Plurk, quando li o comentário de uma amiga “hoje vendi o primeiro livro através da estante virtual” e nem preciso dizer que fiquei super curiosa pra saber como funciona.

A Estante Virtual é um site de venda criado por uma equipe de programadores, administradores e professores, com o objetivo de facilitar o comércio de livros usados pela Internet. Através dele, tem-se acesso a mais de 1.000 sebos em quase 200 cidades cadastradas em todo o território nacional. Ou seja, você não compra do site, mas através dele, o que lhe permite escolher o melhor sebo, com melhor preço, ou o livro que melhor se adapte ao seu gosto (ou bolso).

E se você tem livros em casa dos quais pensa em se desfazer, também pode cadastrá-los para venda através da Estante Virtual. É muito simples e, até onde eu sei, muito seguro também.

Caos! Caos! Enorme e paradoxal!

Só Sandman sabe (e como sabe) o quanto eu gosto de criar histórias. Aquela coisa toda de criar um personagem do nada (ou de um sonho ;) ) e ver ele ganhar vida, personalidade, características singulares ao longo de uma história que foi, literalmente, feita para ele.

E, sim, eu amo escrever! É uma das coisas que me dá mais prazer. Mas isso não significa, nem de longe, que eu sei escrever. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Além disso, ainda existe o problema do tempo. Eu sempre disse, e reafirmo, que o pai da criatividade é o ócio. Quando não se tem nada para fazer, inventa! Mas e quando você tem milhares de coisas para fazer? Eis a questão!

Depois que comecei a recriar Malina – porque reescrever seria uma mudança muito sutil – cheguei à conclusão de que o processo todo pode ser mais complicado do que parece. Idéias eu tenho aos montes. No trabalho, em casa, na academia, andando pela rua enquanto ouço meu MP3. O problema é colocar elas no papel da maneira correta.

Quando comecei a escrever, lá com meus 15 anos, eu não me preocupava com essas coisas. Simplesmente escrevia tudo o que vinha à cabeça, exatamente como vinha, e achava aquilo ótimo! Muito tempo depois, já com os meus 26 anos começando a pesar na coluna vertebral, eu leio aqueles textos e penso “O que eu tinha na cabeça pra escrever assim?”.

Agora, com um pouco mais de conhecimento (pouquinho mesmo), eu tenho plena consciência de que não sou capaz de criar uma boa história se não puder me concentrar o suficiente para imaginar e usar corretamente o português ao mesmo tempo.

Mas nos últimos dias, eu tenho a sensação de que é impossível. Porque, no momento em que vem a inspiração para escrever algo realmente empolgante, toca o telefone, alguém me chama, ou alguém chega de repente e eu preciso fingir que estou trabalhando (Sim, eu escrevo no trabalho quando não tem mais nada para fazer. Mas não posso deixar as colegas saberem disso, senão elas me arrumam o que fazer rapidinho ¬¬). E quando eu vou continuar escrevendo depois da interrupção, preciso reler a maior parte do que tinha escrito antes, ou acabo colocando coisas que não têm nada a ver com a situação.

Preciso ser grata pela existência de uma amiga paciente, compreensiva, e conhecedora do bom português, que se disponibilizou a ler as minhas histórias e corrijir cada um dos errinhos de português, de continuação, de cronologia, etc… Né, Ludy!? :D






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